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Contaminação
Físico-Química
Pedimos
ao leitor que não se preocupe em excesso após ler o material aqui
apresentado sobre os sintomas e efeitos tóxicos dos metais e substâncias
químicas relacionadas, pois normalmente a concentração desses elementos
químicos na água potável distribuída pela rede pública no Brasil
é pequena. Alguns desses produtos podem causar mudanças no gosto
da água antes de atingir parâmetros considerados perigosos, o que
pode servir de alerta aos consumidores. Entretanto, se houver suspeita
de contaminação por resíduos industriais ou agrícolas, e os níveis
de contaminantes dissolvidos na água não forem controlados, estes
poderão provocar sérios problemas à saúde de seres humanos e animais.
A seguir, relacionamos diversos metais e os problemas que quantidades
acima dos limites permitidos pode ocasionar à saúde.
Note que a sigla NMC significa Nível Máximo de Contaminantes (considerado
a limite de segurança máximo) permitida pela EPA (Environmental
Protection Agency, dos Estados Unidos) e pelo Ministério da Saúde,
no Brasil.
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ALUMÍNIO : NMC = 0,2 mg/l
O sulfato de Alumínio é utilizado nas estações de tratamento
de água como floculante primário para retirar lodo e barro. Outras
fontes são antiácidos estomacais, panelas de alumínio e recipientes
para enlatar alimentos. Existem evidências de que elevados níveis
de Alumínio
estejam associados a fraturas por osteoporose, doença de Alzheimer,
Parkison, hiperatividade e dificuldade de aprendizado em crianças.
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AMIANTO : NMC = 7 milhões de fibras/ litro
É proveniente de depósitos naturais ou de desgaste dos reservatórios
de cimento amianto. Aumenta o risco de desenvolver pólipos intestinais.
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ARSÊNICO : NMC = 0,05 mg/l
Os primeiros sintomas do envenenamento crônico por Arsênico são
semelhantes aos sintomas das enfermidades genéricas mais comuns,
fazendo com que, nestes casos, seja difícil estabelecer um diagnóstico.
Este tipo de envenenamento torna o indivíduo cansado, letárgico
e deprimido. Outros sintomas são o aparecimento de linhas claras
nas unhas dos dedos dos pés e das mãos, perda de peso, náuseas e
diarréia alternadas com prisão de ventre e perda de cabelos. O Arsênico
é altamente tóxico e, infelizmente, encontra-se bastante difundido
no meio ambiente por ser encontrado naturalmente no solo, agravado
por ser usado intensivamente em pesticidas.
. BÁRIO : NMC = 1,0 mg/l
Por não haver estudos suficientes sobre os efeitos tóxicos do Bário,
o NMC atinge um nível bastante grande de proteção. Alta concentração
desse metal pode causar graves alterações no coração, veias, artérias
e sistema nervoso, podendo causar paralisação nas terminações nervosas
quando em altas doses. Uma dose de 550 a 600 mg é fatal para o ser
humano.
. CÁDMIO : NMC = 0,005 mg/l
Os sintomas de contaminação por Cádmio são similares aos
efeitos de envenenamento por alimentos. Pode ser provocada pela
corrosão de canos galvanizados ou por resíduos de galvanoplastia
e tintas. Acima de 325 mg pode ser fatal. Os primeiros sintomas
já podem aparecer apenas com 10 mg. Está associado a doenças no
fígado e à hipertensão. Há algumas evidências que o Cádmio pode
ser responsável por mutações.
. CROMO : NMC = 0,05 mg/l
Está provado que a presença de Cromo em ecossistemas de
água doce ou marinhos afeta negativamente as vida dos seres presentes.
Seu efeito quando presente na água potável não está totalmente definido.
Sabe-se que o Cromo, quando inalado, causa tumores nos pulmões e
afeta negativamente os rins, fígado e sistema circulatório.
. COBRE : NMC = 1 mg/l
Sua ausência causa anemias, perda de pigmentação dos cabelos, aumenta
a inibição e propicia perda da elasticidade arterial. Altos níveis
de vitamina C inibe a boa absorção do Cobre. Entretanto, água contendo
mais de 1 mg/l fornece muito mais Cobre do que o necessário e possui
sabor desagradável para a maioria das pessoas. O Cobre é altamente
tóxico para as crianças e adultos com problemas de metabolismo.
A absorção excessiva de Cobre é favorecida pela presença de Zinco,
Prata, Cádmio e Sulfatos na dieta alimentar.
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CHUMBO : NMC = 0,05 mg/l
O Chumbo pode apresentar-se naturalmente ou como resultado de contaminação
industrial ou envelhecimento nos canos dos sistemas de distribuição
de água. Se os encanamentos ou as torneiras contiverem Chumbo em
sua composição, altos níveis desse metal serão encontrados na água
pelas manhãs, após o contato havido durante toda a noite. O Chumbo
é um veneno que se acumula gradativamente, e os sintomas do envenenamento
são difíceis de serem distinguidos de outras doenças em estágios
iniciais. Entre os sintomas iniciais, reversíveis, destacam-se dores
abdominais, perda de apetite, constipação intestinal, fadiga, distúrbios
do sono e diminuição das atividades físicas. Longas exposições podem
provocar danos os fígado, anemia e distúrbios ao sistema nervoso,
incluindo danos ao cérebro, podendo levar até óbito.
. FERRO : NMC = 0,3 mg/l
Sua presença em água potável favorece o aparecimento de microorganismos
patogênicos, que necessitam de Ferro para se desenvolver. A disponibilidade
de Ferro na natureza ainda não foi adequadamente estudada. É sabido
que sua presença influencia a absorção de Cobre a Chumbo.
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MAGNÉSIO : NMC não determinado
Em média, um adulto consome diariamente cerca de 480 mg de Magnésio.
Qualquer excesso é rapidamente expelido pelo organismo. Não há limite
superior em água potável estabelecido para este metal. Entretanto,
para pessoas com problemas renais, o Magnésio pode causar problemas
por causar reações tóxicas, provocar fraqueza muscular, coma, hipertensão
e confusão.
. MANGANÊS : NMC = 0,05 mg/l
O excesso de Manganês na dieta alimentar impede a atuação do Ferro
na produção da hemoglobina do sangue. Em altas doses, causa apatia,
irritabilidade, dores de cabeça, insônia e fraqueza nas pernas.
Sintomas de distúrbios psicológicos podem aparecer, tais como a
prática de atos impulsivos, ausência de memória, alucinações, agressividade
e euforia desmedida. Finalmente, pode ocasionar o aparecimento de
doença similar ao Mal de Parkisson.
. MERCÚRIO : NMC = 0,001 mg/l
Entre os sintomas de envenenamento por Mercúrio incluem-se fraqueza,
perda de apetite, insônia, indigestão, diarréia, inflamação e aparecimento
de regiões escuras nas gengivas, perda dos dentes, irritabilidade,
perda da memória, tremores nas mãos, pálpebras, lábios e língua.
Em níveis mais elevados, o Mercúrio produz alucinações, psicoses
maníaco-depressivas, gengivites, irritabilidade crescente, tremores
musculares e danos cerebrais irreversíveis. Estes problemas têm
ocorrido em algumas regiões do País, onde os cursos de água doce
foram contaminados durante o garimpo de ouro.
. SELÊNIO : NMC = 0,01 mg/l
Um efeito reconhecido de envenenamento por Selênio é uma inibição
crescente. Há evidências de que o Selênio está relacionado com a
descoloração da pele, maus dentes e alguns problemas psicológicos
e gastrointestinais. Por outro lado, uma pequena quantidade de Selênio
foi encontrada como proteção para os efeitos danosos de outros metais
pesados, como Mercúrio, Cádmio, Prata e Thallium.
. PRATA : NMC = 0,05 mg/l
A primeira evidência do excesso de Prata no organismo é a coloração
cinza azulada permanente da pele, mucosas e olhos. Grandes doses
de Prata podem ser fatais.
. SÓDIO : NMC = 160 mg/l
Regiões onde a água é pesada, altamente mineralizada e com grande
conteúdo de sódio mostram pequeno índice de mortes por doenças cardiovasculares.
Isto não significa que, em certos indivíduos, pouco Sódio na dieta
alimentar é a razão da baixa pressão sangüínea. Dependendo da idade,
condição geral de saúde e sexo, o Sódio presente na água potável
pode ser um problema. |
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