Apesar dos esforços direcionados às centrais de tratamento de água das grandes cidades, muitas vezes a contaminação ocorre durante a distribuição e estocagem da água. Tubulações velhas, oxidadas, com fissuras ou desencaixadas, dão lugar a vazamentos, enquanto a pressão é positiva, ou ao retorno de água contaminada, quando esta cai, em momentos de pico de demanda ou interrupção do fornecimento. Ou seja, a água acaba sendo contaminada de alguma forma no percurso da central de distribuição de água até você.
Mesmo em países desenvolvidos, como os Estados Unidos, ocorrem acidentes sérios nas estações de tratamento de água como o ocorrido em 1993, em Milwaukee, onde 400.000 pessoas foram contaminadas pelo parasita Cryptosporidium parvus.

Em cidades menores ou em localidades servidas diretamente por poços de superfície, o problema pode ser a falta de cloração adequada ou o controle periódico da qualidade da água fornecida. Nessas situações, a água dos lençóis freáticos (que são como enormes reservatórios subterrâneos embebidos na terra esponjosa do subsolo) pode ser facilmente contaminada por lixiviação de produtos químicos, chorume de lixões e cemitérios ou fossas negras, mesmo que estas se localizem a quilômetros de distância.
Outro problema bastante freqüente é a contaminação por minerais e sais minerais da água obtida em poços e nascentes. Normalmente o termo "água mineral" é associado com água de boa qualidade como algumas fornecidas por alguns bons envasadores em garrafões ou garrafas. Ocorre que caso o teor dessas substancias estiver acima dos níveis acima permitidos na portaria Nº 518 do Ministério da saúde a água será imprópria para o consumo humano. Por isso e de vital importância que qualquer fonte de água natural seja submetida a um exame físico-químico-microbiológico em um bom laboratório antes de disponibilizá-la para o consumo. É bastante comum em famílias que freqüentam sítios de fim de semana que algum de seus membros (normalmente crianças) tenha com freqüência algum tipo de problema gástrico ou digestivo um ou dois dias (período de incubação) após o fim de semana. Não raro trata-se de pessoas que nunca fizeram análises regulares da água do poço ou esta foi feita uma única vez, há anos, nos tempos onde a água do lençol freático da região ainda não tinha sido exposta a nenhum tipo de contaminação. Na maioria dos poços é muito freqüente a ocorrência de algum tipo de coliformes ou, ainda, de Coliformes fecais. Neste último caso estaria ocorrendo infiltrações de alguma fossa negra ou vazamento da tubulação do esgoto o que estaria condenando o uso dessa água para o consumo humano. No caso de estar ocorrendo alguma contaminação química, proveniente da dissolução de substancias encontrados naturalmente nas terras da região ou provenientes de depósitos de lixo ou vazamentos de alguma indústria poderemos sentir que a água tem alguns sabores e cheiros estranhos como:
Sabor/ Cheiro Contaminante
Salgado
Levemente salgado
Levemente salgado e doce
Amargo e salgado
Bastante amargo
Pouco amargo
Amargo e doce
Cheiro de ovos podres
Picante
Cloreto de sódio (NaCl)
Sulfato de sódio (Na2SO4)
Bicarbonato de sódio (NaHCO3)
Carbonato de sódio (Na2CO3)
Cloreto de cálcio (CaCl2)
Sulfato de cálcio (CaSO4)
Cloreto de magnésio (MgCl2)
Gás sulfídrico (H2S)
Gás carbônico (CO2)

Existem várias outras substâncias poluentes que dão cheiro e sabor para a água como o Acido húmico, proveniente de material orgânico (plantas, normalmente) em decomposição que dá cheiro de vegetais podres, ferro, proveniente da terra que constitui o lençol freático, que dá coloração avermelhada e cheiro metálico, manganês, que dá coloração escura, algas azuis cujas secreções, alem de tóxicas, dão cheiro semelhante a couro podre e outros. Muitas dessas substâncias químicas provocam danos, em prazo que varia em função do grau de concentração do contaminante, nos rins, aparelho digestivo, sistema nervoso, fígado e outros órgãos na medida em que esses produtos se acumulam em nosso organismo.
Assim, sempre que se pretenda utilizar água proveniente de fontes naturais (poços, nascentes córregos, etc) ou de redes públicas em cidades onde não se faça rotineiramente a filtração e desinfecção desta deve-se fazer uma análise para assegurar-se de que sua família não ficará doente devido à ingestão de substancias tóxicas contidas na água.

Podemos encontrar no nosso dia-a-dia, os seguintes tipos de contaminação:
. Bacteriológica
. Físico-Química
. Outros Contaminantes